sexta-feira, 5 de setembro de 2014

 What Makes Humans Special?

A graphical tour of our evolutionary advantages starts with anatomy
HALLMARK TRAITS of the human body did not all arise anew in our species. Instead they emerged piecemeal in our forebears over millions of years. Many of these traits seem to have helped support two defining trends in our evolution: upright locomotion and tool use.
http://www.scientificamerican.com/article/what-makes-humans-special/

Agronegócio: a farsa do admirável mundo novo

Por Najar Tubino, da Carta Maior
agronegocio mundo novoPorto Alegre (RS) - No início de agosto os plantadores de soja e milho no Mato Grosso estavam revoltados com o prejuízo que a lagarta do cartucho promoveu na safrinha. Uma saca do milho transgênico da Monsanto custa R$450,00, enquanto a do convencional custa R$250,00, dizia um plantador de Campo Verde, ao lado de Primavera do Leste.
“- Fiz quatro aplicações no milho convencional da área de refúgio e três no milho transgênico.”
O transgênico comprado já vem com o veneno contra a lagarta, ou seja, compraram gato por lebre. Um dirigente da APROSOJA, a associação representa a classe no maior estado produtor de grãos do país, também se mostrava indignado, informava que a entidade entrou com uma ação de questionamento contra quatro empresas produtoras de sementes – Monsanto, Dupont, controladora da Pionner, Syngenta e Basf.
Esse é o resumo da ópera da disseminação pelo planeta de sementes transgênicas, nos últimos 20 anos, contando pela experiência dos Estados Unidos, país que lidera o plantio e também a venda desses produtos.
Em 2012, quase na mesma época 34 agricultores brasileiros, muitos do Mato Grosso, ganharam um concurso da Monsanto chamado “OS ELEITOS”, entre 500 concorrentes de todas as regiões do país. Eles foram os pioneiros no plantio da nova semente da Monsanto – Intacta RR2 PRO -, chamada de segunda geração, produzirá uma planta imune a dois tipos de herbicidas e também aos insetos.
“- Fiquei impressionado com a quantidade e o cuidado com a pesquisa para a resistência de pragas. Não imaginava que havia tanta tecnologia por trás do processo de desenvolvimento”, disse Rafael Kummel, da Fazenda Dr. Paulo, de Nova Mutum (MT), a 250 km de Cuiabá, onde marca o início das lavouras na BR-163, corta a Amazônia ao meio em Santarém (PA).
Carta ao Papa
No final de abril deste ano, um grupo de oito pesquisadores – Ana Maria Primavesi, Andres Carrasco, Elena Alvares-Buylla, Pat Mooney, Paulo Kageyama, Rubens Nodari, Vandana Shiva e Vanderley Pignati – enviaram uma carta ao Papa Francisco tratando do assunto.
“- A transgenia é uma ameaça aos camponeses, à soberania alimentar, à saúde e à biodiversidade no planeta. Ela reduz a produtividade, provoca o aumento exponencial do uso de agrotóxicos. É um instrumento chave para facilitara maior concentração corporativa da história da alimentação e da agricultura. Seis empresas transnacionais controlam a totalidade dos transgênicos semeados comercialmente. Como resultado do avanço da industrialização da cadeia alimentar nas mãos das corporações do agronegócio, aumentou o número de desnutridos e obesos, fenômeno que agora é sinônimo de pobreza e não de riqueza. O sistema agroindustrial produz 30% dos alimentos do mundo e usa 80% das terras e consome 70% da água. A tecnologia transgênica é uma técnica inexata sobre a qual não se tem controle de suas consequências”.
Fiz um resumo, porque além da carta os pesquisadores anexaram um documento técnico que é um resumo sobre os acontecimentos nesta área nos últimos 20 anos. Principalmente, pelo fato de tamanha mudança na produção de alimentos seja cercada de todo tipo de barreira, para discutir as fórmulas que as corporações usam para obter seus resultados. E o que é pior: quando um pesquisador inicia uma pesquisa que desmente tais resultados é logo execrado. Os pesquisadores também relataram o caso da soja na Argentina, de onde saíram os grãos contrabandeados para o Rio Grande do Sul, na implantação da transgenia no Brasil. São quatro mil fundos especulativos que arrendaram terras e hoje participam na produção de 55 milhões de toneladas de soja, o terceiro maior produtor mundial – o primeiro é o Brasil com 81 milhões, o segundo Estados Unidos com mais de 80 milhões. Ou seja, dos 267milhões de toneladas de soja produzidas no mundo, os três países contribuem com 216 milhões.
“Admirável Mundo Novo” é um livro escrito pelo inglês Aldous Huxley, neto do biólogo Thomas Huxley, parceiro de Charles Darwin, no lançamento da Teoria da Evolução. Foi escrito em 1932, trata do avanço da industrialização, é uma metáfora, e constrói um mundo futurístico, onde as pessoas são divididas em castas desde o nascimento, andam de helicóptero, tomam um comprimido para alcançar a felicidade, tratam do corpo como um espetáculo e são cercados por uma tela metálica elétrica – 60 mil volts -, que os separam dos “selvagens”.
Pesquisando nos últimos dias sobre o tema da transgenia encontrei um artigo numa revista do interior paulista onde falava do “Admirável Mundo Transgênico”. Daí o título. Este é o primeiro fato. No início dos debates, antes da liberação da transgenia no Brasil, no início dos anos 2000, era comum professores de universidades, pesquisadores das mais variadas instituições defenderam a transgenia, como algo que mudaria a vida dos habitantes do planeta. Sempre citando a segunda e, mais recentemente, a terceira geração. Então tudo era possível: de frutas com mais vitamina C, de grãos enriquecidos com diferentes vitaminas, até os alimentos vacinas – “imagina uma criança comer uma banana e ficar vacinada contra a poliomielite?”.
Qual é a realidade em 2014? A lagarta do cartucho comendo o milho transgênico. E mais: a APROSOJA e seus associados ganharam da Monsanto uma cobrança de royalties que eles pagaram a mais pela primeira semente, porque a patente estava vencida. O Supremo Tribunal de Justiça julgou a questão e mandou a Monsanto pagar R$215 milhões aos plantadores. Resultado: a entidade fez um acordo com a corporação para descontar R$18,50 durante quatro anos dos próximos royalties que eles pagarão pela semente Intacta RR PRO, recém- lançada. Resumindo: eles pagavam R$26,00 por hectare pela primeira semente, e agora vão pagar R$96,50 – com o desconto – pela segunda semente. Não é uma beleza?
Entretanto, a questão dos transgênicos na realidade é somente mais um componente da atual situação da produção de alimentos industriais no mundo. O domínio das corporações é total. Na comercialização e exportação dos grãos apenas quatro empresas dominam 75% dos negócios – Cargill, Louis Dreyfus, Bunge e ADM. O faturamento das quatro em 2013 passou de US$230 bilhões. A maior delas, a Cargill, alcançou US$136,7 bilhões, seguida pela Louis Dreyfus – a única da Europa – com US$66 bilhões, as outras duas, Bunge e ADM, na casa dos US$15 bilhões. A questão não é somente soja, farelo e óleo, elas dominam os principais grãos, mais cacau – caso da francesa Louis Dreyfus-, açúcar e todos os derivados possíveis.
Proteína na salsicha
A Cargill tem a marca Innovatti e a Bunge, uma associação com a Dupont, com a marca The Solae Company. Em resumo, elas produzem proteína isolada de soja, que é utilizada na produção de suplementos alimentares, alimentos funcionais, bebidas líquidas e em pó e barras de cereais. A proteína concentrada é empregada na fabricação de salsichas, mortadelas ou itens que levam carne moída. A lecitina de soja, outro derivado, e encontrada em qualquer produto do mercado, de sorvete a biscoitos, chocolates. Em 2013, a indústria de alimentação no Brasil teve um faturamento de R$487 bilhões, sendo que 85% desses alimentos são processados.
Sobre a Cargill, tem um adendo: há 14 anos, ela mantém no Brasil o Banco Cargill S/A, com ativos de quase R$2 bilhões, e carteira em vários segmentos: financiamento rural, câmbio, gerenciamento de riscos. É corrente a história no Mato Grosso, que a maioria dos plantadores de soja e milho está nas mãos das “tradings”, que financiam as lavouras, adiantam dinheiro e insumo, em troca da safra futura. A pesquisadora Emilia Jomalinis de Medeiros Silva, da UFRJ tem um trabalho sobre o funcionamento das tradings no MT e o avanço da soja na BR-163. Ela cita a safra 2005/2006 quando o financiamento chegou a R$30 bilhões.
Parceiras na dominação
O fato é que as corporações dominam o planeta de cabo a rabo. Na área de sementes e agrotóxicos começaram a realizar pesquisas conjuntas, para reduzir custos. Em 2013,
Monsanto e Basf lançaram um milho transgênico que eles dizem ser “tolerante à seca”. É assim que é divulgado, como se fosse possível. A boca pequena os executivos dizem que é “resistente a uma seca moderada”. Lembrando que o lançamento sempre ocorre primeiro nos Estados Unidos, onde o Meio-Oeste sofreu a maior seca dos últimos 50 anos. Bayer e Syngenta se preparam para lançar uma semente de soja transgênica para a América Latina em 2015. A Bayer só tem 0,5% desse mercado e quer chegar a 2%. A Pionner (Dupont) pagou quase dois bilhões de dólares para ter acesso às sementes de segunda geração transgênica.
Integrados de luxo
Claro, todo esse movimento envolvendo a soja para vender aos chineses, que em 2013 compraram 62 milhões de toneladas, para transformar em ração para aves e suínos. Eles compram grãos, porque Cargill, Bunge e ADM estão expandindo o esmagamento de soja na China, construindo fábricas ou se associando com empresas locais, inclusive estatais. A industrialização da soja na China saltou de 4% para 27%, na Argentina foi de 9 para 16%, porque existem facilidades e menores custos na exportação. No Brasil, o maior produtor, se manteve em 16%, e nos Estados Unidos caiu de 37% para 21%. As corporações calculam que o mercado de rações na China continue crescendo 5% ao ano.
Luiz Carlos Oliveira Lima, também da UFRJ, é o autor da pesquisa “Sistema de Produção de Soja um Oligopólio Mundial”. Ele registra:
“- As empresas aumentam a escala de operações, aprofundando a concentração e a centralização do capital na indústria da soja e derivados, visando aumentar sua liderança no mundo global. O cluster de empresas globais é caracterizado pela sua inserção no oligopólio mundial de soja, integrando a atividade industrial com bancos corporativos e, pelo investimento estratégico em aquisições e fusões, em produção, em logística integrada e gestão do conhecimento. O cluster de empresas globais adotou como mecanismo de coordenação a organização multidivisional e em rede, integrando produtores de grãos de soja, que foram incorporados como fornecedores de matérias-primas necessárias na produção de óleo e farelo”.
Alimento de péssima qualidade
Ou seja, não são produtores, são tarefeiros de luxo, executam pacotes tecnológicos que as corporações vendem. Não decidem nada, a não ser o avanço na fronteira agrícola, porque o “mundo” precisa de soja. Nessa estratégia avançaram na Amazônia, desde que a Cargill montou um terminal em Santarém no início dos anos 2000. E o avanço vai aumentar, com a transformação do distrito de Mirituba, no município de Itaituba (PA), em estação de transbordo – os caminhões trazem a soja e o milho em caminhões pela BR-163 e descarregam nos comboios de balsas, que entregarão no terminal de Barcarena (PA). A Bunge investiu R$700 milhões nessa operação, que já está funcionando. E ainda se associou com o grupo do senador Blairo Maggi, criando a Navegação Unidas Tapajós Ltda., com aporte inicial de R$300 milhões.
Tudo isso para aumentar a oferta de carnes de aves, suínos, patos, perus no mundo. Que são criados de uma forma “homogênea”, como definem os manuais técnicos. São galpões de 126 metros de comprimento por 16 metros de largura e capacidade para 31.500 frangos. Para o bem-estar dos frangos a União Avícola Brasileira preconiza 39 kg por metro quadrado. Um frango é abatido aos 42 dias em média, com 2,3 kg. Significa que, ao atingir dois quilos convivem 20 frangos por metro quadrado. Mais: eles não são criados com hormônios, como se divulga popularmente. Não, as corporações químicas descobriram que os antibióticos – vários de uso para humanos – funcionam como “promotores de crescimento”, dando um impulso de 10% e mais 10% na conversão alimentar, que é a medida de quanto o frango come em ração e converte em carne.
Por sinal, recentemente a Comissão Técnica de Avicultura da Federação da Agricultura do Paraná, estado maior produtor de frangos – 3,8 milhões de toneladas-, promoveu um debate entre os integrados, termo que define os criadores de frangos, que são funcionários das empresas, sem a estabilidade e os direitos trabalhistas. Eles reclamam dos contratos “leoninos”, que são obrigados a cumprir. Eles ganham conforme a eficiência na conversão alimentar dos frangos.

Tudo definido pela empresa, que traz todo o pacote até a propriedade do integrado. Se o frango não converte o que está no contrato, ou se os componentes da ração – fabricada pela empresa – mudarem, e for impossível ter tal ganho de peso, azar do integrado.
Este é o panorama do agronegócio mundial, que mais uma vez no Brasil, se prepara para reforçar sua bancada no Congresso e implantar sua plataforma política, e como bons integrados, tarefeiros das corporações, cumprir as metas globais. O custo, o restante da população continuará pagando: na saúde, pela destruição dos ecossistemas, pela contaminação das águas, pela destruição de margens e nascentes de rios. Por comer um alimento de péssima qualidade.

http://www.agroecologia.org.br/index.php/noticias/noticias-para-o-boletim/683-agronegocio-a-farsa-do-admiravel-mundo-novo

Salada mediterrânea com quinoa no pote - vidro


Ingredientes
1/4 xícara (chá) de quinoa-real
1/2 xícara (chá) de folhas de beterraba
1 colher (chá) de vinagre de vinho branco
1 pepino
1/2 cebola
1/2 xícara (chá) de azeitonas pretas sem caroço
1/2 cubo de queijo minas
3 colheres (sopa) de azeite
1 colher (sopa) de vinagre balsâmico
sal e pimenta-do-reino à gosto
Modo de Preparo
1. Leve uma panelinha com água ao fogo médio e cozinhe a quinoa de acordo com as instruções da embalagem.

2. Lave as folhas de beterraba em água corrente e em seguida deixe de molho em água com 1 colher (chá) de vinagre por 15 minutos. Retire as folhas da água com cuidado, para que as sujeirinhas fiquem no fundo da tigela. Seque bem.

3.Numa tábua, corte o pepino japonês em cubos de cerca de 2 cm e pique a cebola em fatias finas.

4.Para fazer o molho, misture o azeite e o vinagre balsâmico usando um batedor de arame ou uma colherinha. Tempere com sal e pimenta-do-reino moída na hora.

5. Para montar a salada no pote de vidro, arrume em camadas na seguinte ordem: molho, azeitonas, pepino, queijo, quinoa e as folhas de beterraba . Na hora de comer, agite o pote para misturar bem a salada.

http://panelinha.ig.com.br/site_novo/receita/receita.php?id=300397

Como aumentar sua produtividade ouvindo música no trabalho

14/02/2014 - 15H02/ atualizado 16H0202 / por Luciana Galastri

Saiba como usar o poder da música a favor de sua produtividade (Foto: Flickr/Creative Commons)
Eu já sei que meu dia no trabalho não vai render tanto quando esqueço os meus fones de ouvido em casa. Com as orelhas protegidas do rúido exterior não apenas fico mais focada, mas as horas na redação parecem mais ritmadas, melhor aproveitadas - em outras palavras, sinto que minha produtividade aumenta. Ouço de tudo: desde música clássica, passando por folk indie até Ke$ha, depende da atividade na qual estou imersa (graças ao 8tracks escolho a playlist de acordo com meu sentimento ou atividade e não apenas por artistas ou gênero). E todas essas músicas tem um efeito em nosso cérebro que é diferente do que em qualquer outro animal já estudado pelos cientistas.
Pra começar, quando você ouve música uma parte do cérebro chamada núcleo accumbens é ativada. Essa região comanda a liberação de dopamina, um neurotransmissor chamado de ‘químico do prazer’ - é a mesma substância liberada quando você come seu prato preferido e quando você encontra suas pessoas preferidas, que faz você querer mais. Mas não basta simplesmente colocar seus fones, aumentar o volume e esperar a dose de dopamina ser liberada. A quantidade de dopamina liberada depende do elemento surpresa.
Explico: quando você está ouvindo uma playlist e se depara com uma música incrível, que você não conhecia até então, a quantidade de dopamina liberada é muito maior do que quando você está ouvindo o seu hit preferido pela enésima vez.
Ok, então a música que ouvimos muda a forma com que nos sentimos. “Me conte algo que eu não saiba”, você pode estar pensando. O fato é que é possível usarmos isso a nosso favor para aumentar a produtividade no trabalho, controlando o que sai de seus inseparáveis fones de ouvido. E preparamos um guia para te ajudar:
Para terminar tarefas chatas rapidamente
Um estudo publicado pela revista Neuroscience of Behavior and Physiology notou que a habilidade de uma pessoa de reconhecer imagens, letras ou números aumentava quando ela ouvia rock ou música clássica. A mesma coisa acontecia quando as músicas eram tocadas em fones de funcionários de uma linha de montagem - eles cometiam menos erros, trabalhavam mais rapidamente e o tempo também parecia passar mais rápido. Ou seja, na hora de limpar a caixa de e-mails ou fazer algo repetitivo, apele para Edvard Grieg ou Rolling Stones (sugestões da repórter, mas outras músicas clássicas e rock funcionam).
Para diminuir a tensão
O gosto musical entre uma pessoa e outra pode variar imensamente. Eu, por exemplo, adoro ouvir metal durante as horas mais críticas do dia - e o pessoal da redação não entende como eu consigo me concentrar ‘com todo aquele barulho’. Mas ouvir nosso gênero preferido de música ajuda a diminuir a tensão, independente de qual seja o tipo de som que você mais curte.
Quer se concentrar?
Quando ouve canções e encontra uma que você adora, com uma letra com a qual você se identifica, seu cérebro pode liberar mais dopamina do que deveria para manter a concentração. Muita dopamina faz com que você perca o foco. Então prefira músicas já conhecidas ou, se você já está enjoado da sua playlist de sempre, opte por músicas instrumentais, sem voz.
Precisa de criatividade?
Um barulho neutro, que não caracteriza o silêncio absoluto, mas que também não é música é o que indica uma pesquisa do Journal of Consumer Research. De acordo com os cientistas, o ideal é o som de um café. E, por sorte, há uma ferramenta que simula o som desse ambiente, o  Coffitivity.
Novidade? Aperte pause
Vai ler um documento importante? Ou um relatório sobre algo que, até então, lhe era desconhecido? Aperte pause. Um estudo de 2010 da Universidade do Instituto de Gales mostrou que, ao precisarem decorar uma sequência de sons e números, participantes tinham mais dificuldade de lembrar das ordem quando uma música tocava baixinho ao fundo. Ou seja, se você está fazendo algo novo e complexo, o silêncio é a melhor opção. O mesmo não pode ser dito em relação a tarefas que você já sabe ‘de cor’. Outro estudo revelou que cirurgiões experientes faziam operações mais rápidas e precisas quando ouviam música, por exemplo.

http://revistagalileu.globo.com/Life-Hacks/noticia/2014/02/dicas-para-aumentar-sua-produtividade-ouvindo-musica-no-trabalho.html

Mudanças de postura

Por Gustavo Carriço. 21 de maio, 2014.Passamos a maior parte do dia sentado, nossas profissões cada vez mais nos levam a situações de estresse físico e psíquico podendo causar patologias do sistema músculoesquelético, que levam à incapacitação para o trabalho, caso não sejam observados os princípios de ergonomia e posturais básicos.

O principal vilão e causados da famosa lombalgia, ou dor na região lombar, é o disco intervertebral, estrutura cartilaginosa localizada na região anterior da coluna. Os profissionais que trabalham em escritório, independente do setor, por se posicionarem no trabalho em flexão anterior do tronco, e por ficarem sentados por muito tempo, ocasionam sobrecarga de pressão nos discos que ao longo dos anos podem entrar em processo de degeneração e causar dor.

good-bad-posture

Dentre os diversos tipos de degeneração do disco intervertebral estão a protusão, que é uma saliência ou abaulamento do disco sem laceração de sua porção externa, e a hérnia de disco, onde ocorre laceração do anel fibroso (porção externa do disco) com estravasamento de seu conteúdo através desta lesão. Ambas situações podem causar dor e prejudicar o desempenho dos profissionais durante a atividade de trabalho.
No sentido de evitar a dor lombar e as degenerações dos discos, é fundamental que os profissionais se conscientizem que as posturas de flexão são causadoras de sobrecarga na região anterior da coluna e que atividades para compensar essa sobrecarga são fundamentais. Entre elas, exercícios físicos com alongamentos, ou técnicas que envolvam melhor alinhamento da coluna e descompressão dos discos lombares, como Pilates, RPG, sem falar nos cuidados em escolher cadeiras adequadas.

Se a lesão já ocorreu e a dor passa de três semanas, além de uma consulta médica especializada, o professional deve procurar inicialmente o tratamento com fisioterapia que basicamente envolve técnicas que trabalham com analgesia, terapia manual (osteopatia, quiropraxia, Rolphing, GDS, etc) e técnicas que envolvam a prática de exercícios.

Além dos discos, destacam-se os músculos da região paravertebral como outra causa de dor, por estarem em constante atividade no sentido de equilibrar a coluna, frequentemente inclinada para frente sobre o paciente. Queixa comum são dores em queimação na região dorsal, entre as escápulas, sensação de peso no final do dia, de fadiga, e que costuma ser mais superficial; diferentemente da dor lombar por causa de lesão no disco, que é uma dor mais mecânica, piora muito tempo sentado, na flexão e geralmente é sentida na profundidade.   Além da coluna, queixa comum hoje em dia são ombros, por frequentemente estarem elevados, o que provoca sobrecarga nos tendões e músculos do chamado manguito rotador, grupo de músculos que envolve a articulação do ombro e punhos local da famosa LER (lesão por esforço repetitiva).

Trabalhar em escritório embora não seja uma atividade que envolva o corpo de maneira exagerada, pode por outro lado ser mais prejudicial do que trabalhar por exemplo em serviço braçal, pelo fato de exigir ficar muito tempo sentado na mesma posição. Por isso, deve-se destacar que para que exista equilíbrio e para que as lesões não apareçam, mudanças de postura durante o trabalho em intervalos frequentes, alongamentos globais e atividades de lazer que envolvam uma atividade física e alongamentos são importantes.

Se os sintomas persistirem o médico deve ser procurado para realização de exames afim de descobrir a causa dos sintomas.
Artigo publicado na Revista do Conselho Regional de Odontologia. Ano 2 / vol. 7 / 2013.
Segue o link da revista: http://issuu.com/silviogord/docs/cro_n007
Dr. Gustavo Carriço tratamento para hérnia de disco em Florianópolis

http://drcarrico.com.br/mudancas-de-postura/

Esperança Contra o Cancêr - o Corpo Ajuda a Mente

Livros Esperança Contra o Câncer - o Corpo Ajuda a Mente - Walter Weber (8579601215)

Esperança Contra o Câncer - o Corpo Ajuda a Mente - Walter Weber (8579601215)

  • Autor: Walter Weber
  • Editora: EUROPA EDITORA
  • Ano de Edição: 2012
  • Nº de Páginas: 234

De: R$ 31,30 até: R$ 44,90
  • E agora, MPB?



    E agora, MPB?
    Foto de Andrea Nestrea
    Uma entrevista concedida por Mônica Salmaso para o jornal O Globo, na semana passada, gerou um princípio de discussão, desdobrando-se numa série de comentários (com maior ou menor profundidade) por blogs, posts do facebook e jornais. Tais comentários não se dirigiam ao tema que motivou a entrevista (o lançamento de seu novo CD, Corpo de baile), mas tentavam dar conta, sobretudo, da declaração de Salmaso de que “a música popular brasileira hoje está pobre e nivelada por baixo”. Não é difícil perceber que nada há de novo nessa afirmação. Há algum tempo convivemos com o fantasma do empobrecimento estético da música popular brasileira, e até do fim da canção. Curiosamente, Salmaso associa esse declínio estético com o declínio da indústria fonográfica, invertendo a fórmula de outrora, segundo a qual seria justamente a pujança massificadora da indústria a responsável pelo enfraquecimento estético da música brasileira. Seria então o caso de perguntar: se a indústria estivesse indo bem, será que a música popular brasileira estaria em melhor patamar estético? Quando não são de adesão, eufórica ou resignada, as reações a comentários como esse (comentários desabonadores do presente) costumam variar entre a impaciência, a irritação, e o questionamento da autoridade de quem os enuncia. Seja como for, gostaria de comentar brevemente, e de forma muito livre, alguns pontos presentes na entrevista da cantora.
    O primeiro é sobre o esgarçamento do conceito de “música popular brasileira”. Durante muito tempo tal conceito gozou de relativa estabilidade. Embora nunca tenha sido exato ou livre de contradições, havia um consenso mínimo, implícito e compartilhado, sobre o que ele representava. Ou seja, havia uma compreensão razoavelmente estável que nos permitia usá-lo sem muito problema para agrupar artistas tão diferentes quanto Donga, Orestes Barbosa, Tom Jobim e Jards Macalé. Foi isso o que fez a famosa coleção “Nova música popular brasileira”, nos anos 1970, e isso o que ainda tentam fazer, hoje, os eventuais “prêmios da música popular brasileira”. Mas, na prática, o conceito já não goza da antiga estabilidade. Tende mais a esconder, a confundir, do que a revelar; gera mais dissenso e ressentimento do que propriamente diálogo entre as diferenças. Desdobra-se, antes, em duas direções opostas: a dispersão totalizante e vazia (quando se considera como música popular brasileira TUDO o que é feito por aqui, numa abrangência que perde o sentido justamente porque não delimita diferenças), por um lado, e a restrição excludente, por outro. Entendo perfeitamente quando Mônica Salmaso diz que o que tem sido produzido hoje “é feio”: ela tem em mente um critério muito específico, extraído de um conjunto determinado de obras e autores do passado, de uma das tradições musicais brasileiras. Tal tradição inclui e exalta nomes como Villa-Lobos e Tom Jobim na mesma medida em que exclui ou diminui outros. É guiada pela busca de uma beleza lírica, contemplativa, associada com grande controle e definição formais e seu aspecto é clássico: tende mais para o lado do equilíbrio, da clareza e da exatidão. Trata-se de um filtro possível, entre muitos outros – os tropicalistas, por exemplo, estavam muitas vezes mais interessados em saúde e potência do que numa beleza clássica; mas Edu Lobo e Chico Buarque, não. Se esse filtro tem perdido lugar no presente, se as pessoas não têm mais se interessado por esse tipo de beleza (que exige uma bagagem de conhecimento da tradição e uma concentração que elas não estariam mais dispostas a conceder), isso é uma outra história. Mas, numa sociedade pluralista como a nossa, qualquer tentativa de alçar esse filtro a uma posição dominante, de critério geral da qualidade artística, soará equivocada, para não dizer arrogante. Ao que parece, Salmaso trabalha com uma concepção bastante estreita de beleza (mas que pode, no entanto, produzir grandes belezas), e uma apreensão antiquada do termo “música popular brasileira”. Talvez esteja na hora dos artistas deixarem de lado este termo, como etiqueta puramente mercadológica, e declararem de forma direta quem são suas filiações artísticas – sem precisar passar por um quadro geral que simplesmente não faz mais sentido.
    O segundo ponto diz respeito ao vaticínio de Salmaso de que “a internet ainda vai florescer”. A internet continua sendo vista como promessa; muitos ainda olham para ela como um espaço de transição; mas, e se não for? E se a internet continuar sendo o que ela já é: um meio com muitas potencialidades, mas também com muitas limitações; com  excelentes possibilidades de conexão e acesso, mas sendo conduzido por imensas forças de dispersão, marcado por uma lógica de multiplicação e confinamento em nichos cada vez mais estreitos, por uma dinâmica de achatamento e pasteurização de tudo o que nela coexiste. Um meio que oferece uma resistência natural a experiências de maior concentração e profundidade – antes de ouvir (ver) determinada música sou assaltado por anúncios barulhentos, sugestões de outros vídeos, mensagens de amigos, pop-ups, imagens engraçadas ou grotescas, uma pletora de notícias, piadas, emails de trabalho... Acima de tudo, um meio de fragmentação contínua que, com sua lógica ultra-individualizada, dificulta a criação de novos campos de escuta coletiva. Muita coisa acontece, mas quase nada gera acontecimento. Nisso a internet perde de lavada (7x1) para a TV e talvez até para o rádio. Além disso, sua reestruturação econômica se deu em prejuízo, quase sempre, dos produtores de conteúdo, e em benefício (ainda maior do que antes) dos vendedores (atravessadores) desse conteúdo. Ser famoso e levar os fãs para dentro do facebook é uma coisa; tornar-se famoso a partir do facebook é outra completamente diferente. Está na hora de parar de ver a internet como terra prometida. Nada leva a crer que ela “ainda vai florescer”. A internet não “vai ser”, mas já “é”. Ainda há, me parece, uma crença ingênua de que poderemos criar nela um mundinho paralelo, do nosso jeito, ideal, em contraponto com o mundo “real”. No caso da música, o declínio da indústria fonográfica se deu sob os auspícios da internet e foi saudado com palavras de “liberdade criadora”, “democracia”, “fim do monopólio”, “era da informação”, “igualdade de oportunidades”, “diversidade”, etc... Ao mesmo tempo, o afastamento cada vez maior da produção artística mais autoral - menos espetaculosa e de menor fôlego comercial - da grande mídia contribuiu para a fantasia compensatória de que, com o tempo, tudo se acertaria, para melhor, na internet, onde a velha indústria seria substituída por um novo modelo (que ninguém sabia exatamente qual era) que iria inevitavelmente favorecer (mas ninguém sabia exatamente como) os artistas e a criação, assim como o público, por ser mais aberto e igualitário, menos concentrador. O cenário de hoje, contudo, parece bem mais árido. No fim dos anos 1960 havia nada menos do que 7 programas exclusivamente sobre música na TV brasileira. Hoje, praticamente nenhum. Por que nomes já com certo reconhecimento no meio, tais como Mônica Salmaso, Thiago Amud e o grupo Passo Torto, não frequentam os programas de auditório da TV Globo? Por que ainda não possuem um público numericamente consistente? Por que não dá dinheiro? Por que são demasiadamente experimentais para os padrões da TV aberta? E por que um programa interessante como o Som Brasil não pode ocupar um horário mais nobre e regular na grade de programação da Globo, adotando um papel formador? Por que não dá dinheiro? Por que o público vai mudar de canal?
    Tem gente que acha que o futuro de certa cultura musical brasileira está na internet. Eu acho que está na possibilidade de voltar a ter uma presença maior na TV aberta e nas rádios, nos velhos meios de comunicação de massa.  
http://revistapiaui.estadao.com.br/blogs/questoes-musicais/geral/e-agora-mpb