segunda-feira, 27 de outubro de 2014

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10 truques para viajar barato no Japão

14 Comentários

Viagem – no Japão 

Os melhores truques para viajar no Japão bem barato. Aqui está o top 10 dicas:
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Formas de não apenas sobreviver, mas também para se movimentar no Japão, muito mais barato.
Muitos dizem que o Japão é muito caro um país para viajar, mas há algumas maneiras de manter os custos baixos.
1 – Obter um guia gratuito
Há um grande número de redes de voluntários em grande parte do Japão com as pessoas que querem praticar o seu Inglês, orientando os turistas em torno dos locais famosos, explicando os significados históricos e culturais por trás dos sites. Pergunte a qualquer centro de informações turísticas em uma cidade grande para obter ajuda sobre como fazer estes passeios gratuitos.
2 – Hospede-se em hotéis cápsula
Se estiver cidade grande como Osaka ou Tóquio, você nunca está muito longe de um hotel cápsula. Estes oferecem pequenas quartos cápsula em que às vezes você pode dormir por um preço tão baixo quanto ¥ 2500 (cerca de 25 dólares). É muito apertado, mas hotéis cápsula, muitas vezes têm instalações de spa gratuitos! Porém não recomendo se você tiver síndrome do pânico ou fobias similares…
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3 – Ter um obentou, ao invés de ir a um restaurante .
Há tantas lojas de obentou baratos ao redor do Japão, a venda por ¥ 399 (cerca de 4 dólares). Como a Origin Bento (オ リ ジ ン 弁 当) e Hotto Motto (ほ っ と も っ と). Há também muitas lojas de obentou independentes, principalmente em áreas comerciais.
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4 – Vá comer no Gyudon
Gyudons são para o Japão o que o hambúrguer é nos Eua. É uma tigela de arroz básico com carne em cima. Eles são muito baratos e chegam a sua mesa em menos de 30 segundos. Matsuya (松 屋), Yoshinoya e Sukiya tem gyudons a partir de 300 ienes, é rápido mesmo. Não se esqueça de encher sua garrafa de água,e de graça quando você vai a esses lugares também!
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5 – Use ônibus e companhias de baixo custo, em vez de trens Shinkansen

Eles podem ser super legais e rápido, pois Shinkansen (trens bala) também são super caros. Em vez disso, use uma empresa de ônibus, para deslocar se dentro das ilhas. Você vai economizar um bom dinheiro.
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6 – Obter um take-out na hora do almoço
Muitos restaurantes bastante caros estão lutando por clientes na hora do almoço, e, portanto, começaram a vender barato e com”uma moeda” (¥ 500) pode se almoçar. Caminhe ao redor de qualquer área comercial e em breve você vai encontrar um desses.
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500 iene (1 moeda) pizza!
7 – Mantenha-se em uma cabana de montanha
Compre qualquer mapa em sua caminhada no Japão e você certamente vai ver um monte de cabana nas montanhas e sinais de acampamento. Estes certamente não são acomodações 5 estrelas, mas eles fornecem uma ótima maneira de economizar dinheiro.. Muitos abrigos de montanha também são livres, então você simplesmente pode aparecer com um saco de dormir e dormir nas montanhas, tranquilamente !
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8 – Não pagar por um telefone alugado ou internet
Acesso Wi-Fi gratuito está disponível em todas as lojas de conveniência 7-Eleven e Family Mart, bem como estações de metrô, paradas de ônibus e estações da JR. Ao invés de pagar por um telefone celular de aluguel, você pode simplesmente usar o Skype ou qualquer de um destes numerosos pontos Wifi.
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9 – Comer bem e barato
Muita tradicionais redes de restaurantes japoneses, como Yayoiken (や よ い 軒) ou Ootoya (大 戸 屋 ご は ん 処) oferecem refeições preparadas a preços razoáveis, com uma tigela de arroz, acompanhamento e bebidas. Esteja atento a estes sinais fora de um restaurante: 食 べ 放 題 (tudo o que você pode comer) ou ご 飯 の お か わ り が 無 料 (arroz livre).
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10 – Loja de ¥100
Você pode comprar quase tudo em uma loja de 100 ienes, desde alimentos, decoração, jardinagem etc… Eles estão por toda parte e são ótimos lugares para comprar souvenirs baratos.
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Daiso é uma das mais populares lojas de ¥100 (ienes) no Japão. Muito barato.
Você tem outras dicas que você gostaria de compartilhar?

http://iroirojapan4u.wordpress.com/2014/09/25/10-truques-para-viajar-barato-no-japao/

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Os 2 melhores Programas de Edição de Imagens Online (gratuitos)



Na era das redes sociais, ficar bonito na foto é bastante importante…
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Tá certo que muita gente não tá nem aí pra isso, mas pra quem curte dar um upgrade da foto, o ideal é usar programas de edição. Existem por aí vários programas pra isso, o mais famoso é o Photoshop, que precisa de um certo conhecimento técnico para usar, além de ser caro (tirando a versão antiga que é gratuita).
Só que hoje, como tudo está online, nas nuvens, instalar programas na sua máquina não é mais necessário, a não ser que seja um profissional da área. Enfim, vamos destacar 2 programas de edição (gratuitos) muito fáceis de usar, mas extremamente completos! Agradeçam depois.

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Fala esse nome 3 vezes rápido. Beleza, pode limpar a tela do computador. Esse programa, em inglês, é dividido em 3 categorias:
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Um editor no melhor estilo Photoshop, para quem está habituado com o programa da Adobe é muito fácil usar. E para quem não conhece, olha oportunidade de aprender. Essa categoria é a única opção do site em português.
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Também um editor, só que mais intuitivo, ou seja, mais simples. Para quem não quer se aventurar no mundo dos editores de fotografia, mas quer dar um trato naquela foto do Reveillon, tá aí uma solução. No Express você também encontra opção para fazer aquelas colagens, juntar várias fotos em uma só.
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Também tem vários filtros pré programados, efeitos, molduras, texto e adesivos fofos de bichinho. Você pode instalar no seu celular, para iPhone e Android.
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Essa opção é bem parecida com o Instagram, ou seja, pode colocar um monte de filtro, efeitos e molduras. Muito interessante e fácil de usar, mais simples que as duas opções anteriores, qualquer um consegue fazer com que aquela foto sem graça, se torne digna da capa de revista #sqn. Também para iPhone e Android.
O site Pixrl tem alguns diferenciais, além dessas 3 opções para edição, ele é consideravelmente rápido, ou seja, uma internet de velocidade média dá conta.

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Ora pois, esse site português é incrível, uma recente descoberta, muito fácil de usar, até para quem nunca editou imagem na vida. Também é dividido em 4 categorias, só que eles, ao contrário do que dizem, foram mais espertinhos, separando a colagem (várias fotos em uma só) em uma categoria específica.
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Mil possibilidades, sério, muitas mesmo! É tipo um Photoshop para iniciantes, tem muitas funções do programa mais famoso de edição de imagem, só que de forma simples e inteligente. Essa categoria foi a que mais me impressionou pela qualidade dos efeitos e pela facilidade de uso.
Você pode fazer a edição básica da imagem, colocar filtros (incríveis), molduras, adesivos (que eles chamam de Clip-Art), texto. Tudo muito fácil.
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Quem não tem um app desse no celular? Pois é, nem eu. Por isso essa parte do site pode te ajudar. Se quer poupar seus amigos de verem mil fotos, pode junta-las em uma só. Também muito simples de usar, podendo colocar mais de 8 imagens na mesma foto.
Além de ter opção de fazer montagens divertidas, com formatos diferenciados, de coração, por exemplo. Pode configurar as bordas, e o mais legal, tem a opção de fazer colagem livre! Ou seja, quantas imagens quiser, do tamanho que quiser.
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HDR, já ouviu falar? Não, pois é, nem eu, de novo… que beleza. Mas pra quem não conhecia essa técnica, se liga nesse post que explica exatamente tudo que precisamos saber. Pois bem, como esse site é incrível, até edição de imagem em HDR é possível fazer.
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Cartão de Natal, de aniversário, dia dos Pais, etc… no melhor estilo Power Point, só que melhorado, aqui você consegue fazer um cartão temático sem dores de cabeça.
Esse site português foi a descoberta mais genial desse mês, só que tem um problema, precisa de uma internet rápida, afinal, pra ser incrível precisa de muitas funções, tornando-o mais pesado.

Agora foto feia é uma questão de opção.
Aliás, você já viu esse post de como sair sempre bonito em foto?

http://sossolteiros.virgula.uol.com.br/os-2-melhores-programas-de-edicao-de-imagens-online-gratuitos/

Análise: Compra do imóvel fica em segundo plano e efeitos proliferam


A situação parece não estar fácil para construtoras e imobiliárias.
Com a economia prevendo um crescimento tímido do PIB para 2014 –de 0,52%, de acordo com o último Boletim Focus, anunciado em setembro pelo Banco Central– e a inflação beirando o limite da banda, o consumo de imóveis tem ficado em segundo plano, e os efeitos já começam a se espalhar.
A infinidade de leilões e saldões imobiliários que chegam a oferecer até 45% de desconto acrescidos de benefícios já demonstra o temor dos vendedores com a desaceleração da demanda, indicando um movimento de queda nos preços em um futuro próximo.
OPORTUNIDADES IMOBILIÁRIAS
Contudo, o argumento de que a demanda permanece intocada vigora. A demanda pode até existir, mas isso não significa que as transações estão sendo efetuadas.
Dados do Secovi-SP mostram queda de 48,9% nas vendas e alta de 2,31% do preço do metro quadrado na capital paulista até o mês de julho, contra 3,76% de inflação no mesmo período.
Ao que parece, os preços estão caindo, e esse fenômeno pode ter relação direta com a redução da demanda, que já não considera viável pagar preços alucinantes como os praticados até há pouco.
O marketing, no entanto, permanece em alta. E o imóvel é sempre exaltado não somente como lar, mas também como um excelente investimento para a posteridade.
Esse discurso, se mostra bastante contraditório: sendo o imóvel uma forma de aplicação tão vantajosa, por que, então, corretores e empresas estariam os oferecendo com desconto tão grandes?
Na verdade, os imóveis que outrora pareciam fontes de alta rentabilidade e baixo risco, hoje não se mostram tão interessantes.
Os preços subiram tanto que mesmo o retorno obtido tornou-se financeiramente desinteressante, ainda mais em um momento econômico delicado como o atual.
Apesar da valorização no passado recente, esses bens têm diversos custos de manutenção, sendo o aluguel a maior fonte de rendimentos no curto e no médio prazos.
Por isso, para comparar os ganhos oferecidos por um imóvel frente a outras aplicações, deve-se analisar a taxa de aluguel do mercado.
Atualmente, a média da taxa de aluguel no estado de São Paulo fica entre 0,3% e 0,5% ao mês do valor total da casa ou apartamento, enquanto os títulos do tesouro, CDB e outras modalidades de baixo risco remuneram perto de 0,7% líquido ao mês.
Mesmo para quem pretende comprar para morar, o pagamento de aluguel ainda é mais interessante, já que a taxa de financiamento do imóvel fica próxima a 1% ao mês.
Nessas condições, pode-se considerar um capital de R$ 500 mil a ser aplicado em uma ferramenta de baixo risco (como o Tesouro), ou na compra de um imóvel.
O Tesouro Direto oferecerá R$ 3.500 de rendimento mensal liquido, enquanto o aluguel ficará próximo a R$ 2.500, sem levar em conta os custos para manter o imóvel.
Para quem está pensando em investir, o mercado imobiliário não se mostra como uma opção interessante.
Os preços passaram dos limites formando uma bolha que, apesar de estar desinflando, ainda está acima do razoável.
Um caminho é buscar alternativas em modalidades de baixo risco, tal qual o Tesouro Direto, os CDBs de bancos e as Letras de Crédito, que apresentam retornos maiores com um risco mais baixo.

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2014/09/1522369-analise-compra-do-imovel-fica-em-segundo-plano-e-efeitos-proliferam.shtml

Sem exigência de exclusividade
Regina Navarro Lins




Ilustração: Lumi Mae
Ilustração: Lumi Mae

Comentando a Pergunta da Semana

A maioria das pessoas que responderam à enquete da semana desejaria viver uma relação sem exclusividade. Mas esse é um tema bastante polêmico.
Muitos associam fidelidade à exclusividade. E isso pode ser um grande equívoco. Penso que a fidelidade está no sentimento que se nutre pelo outro e nas razões que sustentam a relação. Os termos fiel/infiel e mais ainda a palavra traição talvez não sejam apropriados para caracterizar relações extraconjugais.
No casamento um episódio extraconjugal pode ocasionar dois resultados: é apenas passageiro e não rivaliza com a relação estável, que sai até reforçada — a pessoa não se sente coagida à obrigatoriedade de ter um único parceiro — ou a nova relação se torna mais intensa e mais prazerosa que a anterior e rompe-se então com a antiga.
O parceiro que é excluído, que não deseja a separação por continuar amando, vai passar por momentos difíceis. Por mais que compreenda racionalmente as razões do outro e concorde que não há alternativa — afinal isso faz parte da vida — o sentimento de ter sido rejeitado é inevitável.
Alguns tentam a reconquista. Nesse processo, desaparece o automatismo que havia na relação prolongada e também a certeza de posse. Outros, mesmo sofrendo, preferem manter-se na expectativa do que vai acontecer. Seja qual for a evolução, ela será sempre melhor do que o martírio de duas pessoas acorrentadas uma à outra por razões morais.
O psicoterapeuta José Ângelo Gaiarsa afirma que somos por tradição sagrada tão miseráveis de sentimentos amorosos que, em havendo um, já nos sentimos mais do que milionários e renunciamos com demasiada facilidade a qualquer outro prêmio lotérico (de amor).
As restrições que muitos têm o hábito de se impor por causa do outro ameaçam bem mais uma relação do que uma “infidelidade”. Reprimir os verdadeiros desejos não significa eliminá-los.
O parceiro que teve excessiva consideração tende a se sentir credor de uma gratidão especial, a considerar-se vítima, a tornar-se intolerante. Quando a fidelidade não é natural nem a renúncia gratuita, o preço se torna muito alto e pode inviabilizar a própria relação.
W.Reich afirma que nunca se denunciará bastante a influência perniciosa dos preconceitos morais nessa área. E que todos deveriam saber que o desejo sexual por outras pessoas constitui parte natural da pulsão sexual, que é normal e nada tem a ver com a moral.
Se todos soubessem, as torturas psicológicas e os crimes passionais com certeza diminuiriam e desapareceriam também inúmeros fatores e causas das perturbações psíquicas que são apenas uma solução inadequada destes problemas.

http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2014/09/23/sem-exclusividade-sexual/
O CONCEITO DE MAIS-VALIA
Karl Marx foi o primeiro pensador econômico que criticou a dinâmica do modelo
capitalista. Escreveu um tratado de três volumes sobre todos os economistas
existentes, que foi publicado como Teoria da Mais-Valia e, posteriormente,
incorporado à obra O Capital, obra mais importante do autor.
Mais-valia é o termo usado para designar a disparidade entre o salário pago e o valor
do trabalho produzido. Existem muitos cientistas e pensadores sociais que
desenvolveram diferentes vertentes para conceber uma explicação para surgimento e
o funcionamento do sistema capitalista.
Para Adam Smith, o valor do trabalho agregado ao produto é menor que o valor que a
mercadoria poderia ser vendida. David Ricardo afirmava que a questão salarial está
ligada às necessidades fisiológicas, isso quer dizer que o valor pago gira em torno das
condições mínimas de sobrevivência, ou seja, o ordenado cobre somente o essencial
(alimentos, roupas).
De acordo com Werner Sombart, o capitalismo não se encontrava aliado somente à
economia, mas à essência da burguesia que emergiu no final da Idade Média na
Europa. Isso propiciou o nascimento de um pensamento burguês que afirmava que
para melhor acumular riquezas o principal não era acumular capital.
Karl Marx fez uma análise dialética sobre o tema, afirmou que o sistema capitalista
representa a própria exploração do trabalhador por parte do dono dos meios de
produção, na disputa desigual entre capital e proletário sempre o primeiro sai
vencedor. Desse modo, o ordenado pago representa um pequeno percentual do
resultado final do trabalho (mercadoria ou produto), então a disparidade configura
concretamente a chamada mais-valia, dando origem a uma lucratividade maior para o
capitalista.
A teoria maxista da mais-valia pode ser compreendida da seguinte forma:
suponhanhamos que um funcionário leve 2 horas para fabricar um par de calçados.
Nesse período ele produz o suficiente para pagar todo o seu trabalho. Mas, ele
permanece mais tempo na fábrica, produzindo mais de um par de calçados e
recebendo o equivalente à confecção de apenas um. Em uma jornada de 8 horas, por
exemplo, são produzidos 4 pares de calçados. O custo de cada par continua o mesmo,
assim também como o salário do proletário. Com isso, conclui-se que ele trabalha 6
horas de graça, reduzindo o custo do produto e aumentando os lucros do patrão. Esse
valor a mais (mais-valia) é apropriado pelo capitalista e constitui o que Karl Marx
chama de "Mais-Valia Absoluta". Além do operário permanecer mais tempo na fábrica
o patrão pode aumentar a produtividade com a aplicação de tecnologia. Dessa forma,
o funcionário produz ainda mais. Porém o seu salário não aumenta na mesma
proporção. Surge assim, a "Mais-Valia Relativa". Com esse conceito Marx define a
exploração capitalista
Fonte: http://pt.shvoong.com/social-sciences/1705312-karl-marx-conceito-mais-valia,
acesso em 25/08/2011.

http://www.roocarneiro.seed.pr.gov.br/redeescola/escolas/5/2270/15/arquivos/File/mais-valia.pdf

As lendas da ciência e suas referências fajutas

POR MAURÍCIO TUFFANI
15/09/14  15:27

Folhas de espinafre, alimento que há décadas erroneamente conhecido como um dos mais ricos em ferro. Imagem: Nillerdk/Creative Commons
Folhas de espinafre, alimento erroneamente conhecido como um dos mais ricos em ferro. Imagem: Nillerdk/Creative Commons
A ciência também tem suas lendas urbanas. Elas acontecem por meio da reprodução de alegações com referências vagas ou imprecisas em artigos científicos, uma prática cada vez mais frequente, destaca o pesquisador norueguês Ole Bjørn Rekdal, da Universidade de Bergen em um artigo a ser publicado na próxima edição da revista Portal: Libraries and the Academy”.
Rekdal critica a tolerância acadêmica às violações do rigor nas referências a conteúdos de outras fontes. Em seu estudo “Prática de citação acadêmica: um carneiro naufragado?” , já acessível pela internet, ele aponta uma “mentalidade de rebanho” na forma da aceitação passiva de opiniões mal explicadas que favorece as condições em que nascem e se multiplicam crenças sem fundamento ou até mesmo completamente falsas (pág. 570).
O estudo relaciona essa mentalidade à pressão cada vez maior no meio acadêmico por publicações, associada à também crescente tolerância à preguiça na verificação de informações e a outras formas de desleixo por parte de autores de artigos científicos (pág. 573).
Crenças
Assim como em outro trabalho publicado neste ano na revista “Social Studies of Science”, Rekdal comenta a famosa lenda acadêmica do espinafre como um dos alimentos mais ricos em ferro. A crença surgiu de um erro de casa decimal em uma transcrição dados de um estudo dos anos 1890, que só foi desmistificada cerca de 40 anos pois por cientistas alemães. A essa altura, o personagem de quadrinhos Popeye, criado em 1929, já tinha ampliado ainda mais a popularização essa crença.
Nesse artigo, o autor deu poucos exemplos de crenças infundadas no meio científico. Mas na semana passada, em entrevista à revista “Science Nordic”, ele lembrou que contestadores do aquecimento global propagaram a partir de 2005 a crença de que as geleiras do planeta estariam crescendo, e não diminuindo. Essa crença tem sido refutada desde então por diversos estudos, e neste ano uma pesquisa concluiu que o derretimento das geleiras já teria atingido um ponto sem retorno.
Crianças de rua
Outra lenda urbana mencionada pelo norueguês diz respeito ao Brasil e assombrou muitos estudos acadêmicos e veículos de imprensa. Foi a estimativa do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) de cerca de 30 milhões de crianças de rua no Brasil, de meados dos anos 1980. Esse dado cuja fonte original não consegui encontrar, provavelmente por ter sido removida, foi objeto de pesquisas sobre confusões de indicadores. Citando dois estudos do antropólogo norte-americano Tobias Hecht, Rekdal afirma:
“A estimativa mais elevada [de crianças de rua no Brasil] da década de 1980 é de 30 milhões, um dado que Hecht compreensivelmente considerou surpreendente, pois o número total de crianças e jovens (de 5 a 19 anos de idade) nas áreas urbanas do Brasil foi de cerca de 29,5 milhões em 1983. (…) Com base na evidência disponível, ele estimou que havia menos de 39 mil crianças de rua no Brasil em 1993 (…).” (págs. 576-577)
Alguns autores, como Lewis Aptekar em seu artigo “Crianças de rua no mundo em desenvolvimento: Uma revisão de sua condição” (1994), destacaram que a elaboração desse dado, assim como a de muitos outros sobre esse mesmo tema, não levou em conta diferenças entre crianças trabalhadoras que vivem em casa e aquelas que trabalham nas ruas mas não vivem com adultos. Mesmo assim, especialistas no assunto jamais deveriam ser indiferentes a esse dado impressionante e obviamente falso. (E não se trata aqui de querer atenuar a grave realidade e a dimensão do abandono de crianças no Brasil).
Obstáculos
Acontece que é muito difícil checar afirmações mal referenciadas. Muitas delas deixam de ser confrontadas porque isso exige dos leitores tempo e atenção muito maiores que o necessário para estudar o que realmente importa. Desse modo, diz Rekdal:
“Estamos falando de um grande rebanho de leitores que têmde passear, da mesma forma, vez após vez, e através de muitoslivros. A publicação acadêmica com base neste tipo de prática é efetivamente uma longa pista de obstáculos.” (pág. 573)
Para evitar esse cenário e, consequentemente, a proliferação de crenças sem fundamento em artigos científicos, seus autores deveriam sempre respeitar a “regra de ouro” de que “citações diretas devem ser sempre seguidas por um número de página”, diz Rekdal. O problema é que, além de não ser devidamente respeitado, esse preceito também tem sido interpretado por meio de uma contrapartida desonesta, segundo a qual conteúdos que não são citações diretas não precisam ser referenciados com número de página (pág. 572).
“O que torna isso infeliz, se não inteiramente absurdo, é que nesses casos é especialmente importante dar ao leitor a oportunidade de voltar à fonte e verificar como o texto original foi resumido, parafraseado ou interpretado.” (pág. 582)
Seja como for, pior do que não verificar alegações mal referenciadas é reproduzi-las. Desastrosa em todos os tipos de atividades, essa prática prejudica na ciência não só os leitores que não fazem parte do rebanho que tudo aceita e são obrigados a percorrer trilhas mal demarcadas, como diz Rekdal (pág. 582). O prejuízo maior é para a própria ciência, que se deixa contaminar pelo espírito do copia-e-cola.

http://mauriciotuffani.blogfolha.uol.com.br/2014/09/15/as-lendas-da-ciencia-e-suas-referencias-fajutas/

O 1º desaparecido da ditadura: há 45 anos, matavam Virgílio Gomes da Silva

Mário Magalhães
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blog - virgilio de bicicleta
Virgílio Gomes da Silva (1933-1969), um brasileiro – Foto arquivo de família

Nesta segunda-feira, 29 de setembro de 2014, faz 45 anos que agentes da Operação Bandeirante prenderam e torturaram até a morte o operário Virgílio Gomes da Silva.
Comandante militar da organização guerrilheira Ação Libertadora Nacional, Virgílio foi preso de manhã e padeceu até algum momento entre  a noite daquela segunda-feira e a madrugada do dia seguinte, 30 de setembro de 1969.
Seu corpo jamais foi devolvido à família. Conhecido pelo nome de guerra “Jonas'', Virgílio tornou-se o primeiro “desaparecido político'' da ditadura parida em 1964. Há mais de 130 deles, e muitos filhos, irmãos, mães, pais e amigos ainda sonham em se despedir dos seus mortos com um enterro digno.
Virgílio tinha 36 anos ao ser assassinado. Assim eu introduzi o seu perfil, no capítulo “O boxeur da ALN criava passarinhos'', da biografia “Marighella – O guerrilheiro que incendiou o mundo'' (Companhia das Letras):
“No Nordeste de 1930, de cada mil bebês nascidos, 193 não chegavam a um ano. As paisagens dos rincões mais miseráveis se ensombreciam com os cortejos para sepultar os 'anjinhos', corpos sem vida acomodados em pequenos caixões de madeira ou papelão _ali a mortalidade infantil batia nas centenas por milhar. Virgílio Gomes da Silva veio ao mundo em 1933, num desses sítios desgraçados, no agreste do Rio Grande do Norte. Quis o destino que driblasse a estatística fúnebre e se somasse à dos sobreviventes: das dez crianças a que sua mãe deu à luz, ele foi uma das quatro que cresceram. Não muito, na verdade: já adulto, declarou 1,62 metro de estatura ao requerer um documento. Estava no lucro, na família em que a menina Creuza, sua irmã, desmaiava de fome. Camponês retirante, em 1951 se despediu da terra infértil para tentar a sorte em São Paulo. Não lamentou sua fortuna: deu duro como camelô, contínuo e metalúrgico. Corria do bairro proletário de São Miguel Paulista, onde vivia, à praça da Sé, para queimar calorias e permanecer na categoria peso galo''.
Na biografia “Marighella'', Virgílio é o único personagem, além do protagonista, que tem direito a dois títulos de capítulos. Conto como o trucidaram em “A queda do GTA e os gritos de Jonas“.
Uma testemunha revelaria que os beleguins berravam, enquanto torturavam Virgílio:
“A guerra acabou, filho da puta!''.
O guerrilheiro, que menos de um mês antes liderara o sequestro do embaixador dos Estados Unidos, Charles Burke Elbrick, gritava de volta:
“Estão matando um brasileiro!''.
O que fizeram com um cidadão sob custódia do Estado, conforme narrei no livro:
“Daí em diante, do martírio de Jonas restaram vestígios no laudo do exame necroscópico que a ditadura ocultou. Hematomas, escoriações e equimoses escureceram rosto, braços, mãos, joelhos, tórax, abdome, o corpo inteiro. As depressões nos pulsos, típicas de dependurados no pau de arara, mediram um centímetro. O 'hematoma intenso' na 'polpa escrotal' era compatível com eletrochoques no órgão. Com bicos de calçados, tora de madeira ou pedaço de ferro, fraturaram-lhe três costelas. Na parte superior do crânio, produziram um 'hematoma intenso e extenso'. Em toda a superfície do encéfalo, um 'hematoma irregularmente distribuído'. Fraturaram e afundaram o osso frontal do crânio. A autópsia concluiu que Virgílio 'veio a falecer em consequência de traumatismo cranioencefálico (fratura do crânio)', provocado por 'instrumento contundente'. Uma fotografia mostrou o lado esquerdo da cabeça mais afundado que o direito''.
Seu cadáver foi examinado no Instituto Médico-Legal de São Paulo e sumiu em seguida. As autoridades da ditadura para sempre negaram que tivessem assassinado o brasileiro ou soubessem do seu paradeiro.
O laudo da necropsia descrevendo como ele foi morto e as fotografias mostrando-o deformado foram arquivados pela polícia política com a anotação “não podem ser informados''. Trinta e cinco anos mais tarde, descobri esse tesouro histórico no velho acervo do Dops, hoje sob guarda do Arquivo Público do Estado de São Paulo.
Poderia ter mantido o “furo'' histórico comigo, até o lançamento da biografia de Carlos Marighella, mas não conseguiria me olhar no espelho. Imediatamente, entreguei tudo à família, para que tivesse mais chances de encontrar os restos mortais do guerrilheiro. Até hoje o empenho comovente não obteve sucesso, embora ninguém jogue a toalha.
Muitos dos assassinos de Virgílio Gomes da Silva foram identificados e estão vivos, beneficiados pela impunidade que incentiva as futuras gerações a repetir a covardia.
Horas depois de matar Virgílio, a ditadura prendeu sua viúva, Ilda, e três dos filhos do casal. Tudo se passou assim:
“Também questionaram Ilda sobre Marighella. Ela portava documentação falsa. Virgílio instruíra o primogênito Vlademir, de oito anos, a se apresentar como Dorival. Virgilinho, de seis, virou Vicente. A caçula Isabel tinha quatro meses. A camionete que os transportava capotou na estrada para São Paulo, ninguém se machucou, e a mãe abraçou os filhos. Na Oban, um murro quebrou os dentes frontais de Ilda, que provou do cardápio de pau de arara e barbárie. Os sádicos inquiriam sobre o paradeiro do marido morto. Para desespero da mãe, prometeram surrar as crianças, até o bebê, e doá-las''.
“Primeiro a avistar o comboio militar em São Sebastião, o pequeno Vlademir se deu conta: 'Estou em cana'. A Oban não encaminhou os meninos aos parentes, mas à sede do Dops, onde passaram dois dias trancados. Ao sair, não foram devolvidos aos avós, com quem ficara Gregório, o irmão de um ano e nove meses que também esperava pelo embarque para Cuba. Mandaram-nos para o Juizado de Menores. Lá tratavam Vlademir pelo nome, e ele reagia:
'O meu nome é Dorival!'''
“Instada a solucionar o problema, uma tia abordou-o, e Vlademir não traiu o pai. Disse que nunca a vira mais gorda ou mais magra, e a mulher abriu o berreiro, julgando-o vítima de lavagem cerebral. Uma das maldades impostas a Ilda na Oban era anunciar Isabel, cuja amamentação fora interrompida, e em seguida dizer que a enganaram e que o bebê morreria de fome. O berçário do Juizado era iluminado por lâmpadas roxas. De madrugada, Vlademir e Virgilinho se esgueiravam até a cozinha, abasteciam a mamadeira com leite da geladeira e alimentavam a irmãzinha. Com medo de que fossem dados a famílias diferentes, os meninos passaram a dormir no chão ao lado de Isabel. Um se amarrava ao outro, e cada um prendia uma parte da roupa no berço. Se sentissem qualquer movimento, acordariam para lutar e impedir a separação.''
“Quando lhe permitiram rever o bebê na cadeia, dali a meses, a mãe se emocionou tanto que fraturou pé e tornozelo. Tempos depois, os Silva se mudaram para Cuba, onde os quatro filhos de operários se formariam na faculdade. Virgílio cultivava o hábito de assobiar ao voltar para casa. A ilusão do assovio persistiu por uma década nos tímpanos de Virgilinho. Já homem-feito, ele foi pai de um menino, que orgulhosamente batizou como Jonas.''

http://blogdomariomagalhaes.blogosfera.uol.com.br/2014/09/29/o-1o-desaparecido-da-ditadura-ha-45-anos-matavam-virgilio-gomes-da-silva/